Análise: Pokémon Omega Ruby/Alpha Sapphire

Até quantas vezes um erro pode ser tolerado? Isto é, errar uma vez, ok. Todos nós somos passíveis de erros. Mas e quando você erra uma segunda e uma terceira vez? Ou ainda, e quando você erra uma vez, conserta esse erro para depois vir a repeti-lo? Foram esses os principais questionamentos que fiz enquanto jogava Pokémon Omega Ruby. Isto é, não contentes em refazer a pior geração da série, eles vão lá e tratam de abaixar ainda mais a média da Gen VI, que não era lá grande coisa. E refazer não é problema, desde que os erros fossem corrigidos. A realidade, contudo, é bem diferente. Continuar lendo “Análise: Pokémon Omega Ruby/Alpha Sapphire”

PonyExpress – E agora, Nintendo?

Não entendi o motivo de estarem tão pasmos com o fim da atividade da Nintendo no Brasil. Assim como a Sony mentiu ao falar que o Playstation 4 custava quatro mil reais por causa da taxação, a Nintendo alegar a mesma desculpa ao encerrar seus serviços não passa de balela.

O imposto do Brasil já foi extremamente pior. Hoje é muito mais barato comprar videogame do que era há uns 10 anos, quando realmente existia um imposto pesado. A economia atual também não influi atualmente na taxação dos jogos principalmente porque lá pra 2005-2006-2007, quando um jogo custava R$250,00, a inflação estava justamente em seu mínimo. Hoje em dia, você tranquilamente compra jogos com preços que vão desde R$39,90 até lançamentos cujo preço dificilmente ultrapassa os R$200,00. Tem que lembrar ainda que naquela época um real era muito mais caro do que é hoje, então é uma discrepância enorme desde então, quando o choro por impostos era plausível, de hoje, quando é apenas choro.


Fonte: Banco Central do Brasil: http://www.bcb.gov.br (Histórico das Metas de Inflação) (A inflação em 2014 fechou a 7%, essa aí é a taxa de maio)

O que a Nintendo enfrenta por aqui é um mercado de merda, porque o brasileiro não compra produtos Nintendo pra valer. É difícil encontrar alguns jogos em específico porque a própria Gaming, importadora responsável até então, trazia um número reduzido de cópias para o país que logo se esgotavam (visando evitar o encalhe que acontece com títulos de outras plataformas, como Anarchy Reigns).

Agora, quantos brasileiros de fato têm o Wii U ou 3DS? O primeiro console nem de longe é um sucesso no país e o segundo não chega aos pés do sucesso que o DS comum fez por aqui (muita culpa dos Tablets e iPhones da vida, se quiser saber). O Brasileiro não compra jogo em revendedor oficial. Sem ninguém comprando, pra quê continuar importando oficialmente?

E que a situação tava ruim não é segredo pra ninguém. Não houve um jogo recente sequer que não tenha me causado problemas para adquiri-lo. Fire Emblem Awakening chegou com SEMANAS de atraso por aqui, com vários adiamentos. Coisa de um mês, praticamente. Pokémon Y e X tiveram um lançamento bacana, mas ainda assim, atrasaram praticamente duas semanas. Super Smash Bros. for 3DS foi o pior porque também demorou semanas para chegar e as lojas nem se deram ao trabalho de fazer uma pré-venda decente. O jogo simplesmente chegou sem aviso e com atraso nas revendedoras. Pokémon OmegaRuby e Alpha Sapphire passaram pelo mesmo problema, sem pré-venda (ao contrário dos jogos anteriores, que inclusive davam alguns brindes, como aquele mapa tosco e sem vergonha em X e Y e uma figure fantástica em Platinum). Ontem fui comprar Bayonetta 2 e o jogo tinha sido deletado do banco de dados da Saraiva.

Então, eu acho muito engraçado quando choram por causa de algum problema da Nintendo. BUBUBU COMOASSIM BUBUBU MUH INFÂNCIA BUBUBU. Se a Nintendo tá numa situação de merda no país, a culpa é sua.

Mas não se preocupem. Como não é comum comprar produtos em revendedoras oficiais por aqui, a presença ou não da Nintendo não fará diferença alguma, já que as lojinhas de bairro que são importadoras próprias continuarão suas atividades normalmente.

Análise: Fragile Dreams


Fiz essa análise em 2011 para a Nostalzine Club e decidi tirá-la da gaveta. Ou seja, trabalhei melhor o texto, adicionei novos conceitos adquiridos, novas ideologias defendidas e citações a obras mais recentes. Ah, sim, aproveitei pra testar um novo layout estético.

Fragile Dreams não é um daqueles jogos onde explosões ocorrem de cinco em cinco minutos, não tem sangue jorrando na tela até sair da televisão ou qualquer estímulo equiparável a uma injeção de adrenalina diretamente na corrente sanguínea. Se ainda espera um jogo como um Final Fantasy, que pode até carregar uma carga emocional densa, mas ao fim ainda nos deparamos com uma sensação de dever cumprido num universo onde praticamente tudo se resolve, pode tirar o cavalinho da chuva. Fragile Dreams extrai a nata do drama existencialista humano em seu enredo, o que o torna uma das experiências mais incomuns e ousadas do Nintendo Wii.

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Jornalismo 10/10, It’s Okay


Quem já me acompanha ou me conhece de perto sabe que eu sustento uma relação de amor e ódio com a imprensa de games. Não é de hoje que eu critico o trabalho realizado pelos chamados “game journalists”, sejam eles em âmbito nacional (como as revistas da Editora Europa, a Nintendo World, o Omelete e o Uol Jogos) ou gringo (as gigantescas IGN, Gamespot e outras).

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Análise: Batman Arkham Origins


Só para constar, eu contei o enredo inteiro do jogo aí. Se for comentar, LEIA o texto primeiro antes de falar qualquer asneira que o texto já tenha respondido por si só.

Eu adorei Arkham City. Aquele mundo aberto, aquele enredo, aquela ambientação, aquela jogabilidade, adorei tudo. Arkham Asylum também é ótimo. Eu tinha alguma esperança no Origins, ainda mais quando em um dos trailers, tinha uma briga fodida do Exterminador com o Bátema.

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Análise: Killer is Dead

Vou abrir o jogo sobre os meus textos para os 10 5 2 leitores frequentes do meu blog. Percebam que, apesar de eu fazer um review de algum objeto, seja jogo, anime, filme ou qualquer outra besteira, é notável que em 90% desses textos usem tal objeto para ilustrar uma ideia central à qual ele está atrelado, seja de forma direta ou indireta. E é por isso que escrevo esse post. A imagem de Killer is Dead é fruto de uma imprensa de videogames estupidamente imbecil. Ou melhor, IGNorante.

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Análise: Metal Gear Rising: Revengeance

Faz muito tempo que eu queria escrever alguma análise de videogame aqui para o Horny Pony, só queria um jogo que, por algum motivo, qualquer que seja, me motivasse a tal. Acabei escolhendo Metal Gear Rising: Revengeance por um motivo simples: Eu Odeio Metal Gear. Isto é, o Kojima é um cara totalmente limitado que não consegue trabalhar com novas franquias e que, quando trabalha, não as consegue fazer emplacar, resultando em jogos igualmente ruins. E Metal Gear é ruim porque, em primeiro lugar, eu pago por um jogo, não por um filme com umas partes jogáveis. Segundo, MGS é monótono pra chuchu, além de uma jogabilidade porca – ao menos os três primeiros – e dura. Sem falar de entediante.

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