Análise: Batman V Superman

Quando eu vi o Man of Steel, fiz minha análise e mandei que ele era o melhor filme de super-herói já feito até então. Afirmo que ela já não é mais verídica porque The Winter Soldier apareceu e roubou o posto, mas não me arrependo nem um pouco do que falei porque até hoje acho que a coisa é bem por aí mesmo. Na mesma análise enalteci o VISIONÁRIO Snyder a detonei o filho da puta do David Goyer. Continuar lendo “Análise: Batman V Superman”

Um Manifesto Pelo Cinema Mudo

Acredite se quiser, texto postado originalmente no Facebook. Mexi em uma coisa ou outra só para se adaptar ao blog.  

Quando eu era molequinho, aprendi que não se fazia absolutamente nenhum barulho em cinema. Ser o mais quieto possível. Lembro quando eu fui ao cinema pela primeira vez na vida, ver Tarzan. Eu tinha segurado a minha ida ao banheiro ao extremo porque eu não queria fazer barulho para ir ao toalete. Quando eu fui crescendo, também fui ficando meio retardado e esqueci isso. Continuar lendo “Um Manifesto Pelo Cinema Mudo”

Análise: Star Wars – The Force Awakens


Sempre acreditei que o grande calcanhar de Aquiles de Star Wars era o próprio Lucas e suas skills questionáveis de direção e roteirista. O Argumento era perfeito. Era o Jornada do Herói do Joseph Campbell recortado e colado lá. E ele tinha integridade. Na hora de escrever o roteiro propriamente dito, o negócio geralmente chutava o balde. Tanto que eu sempre falei que os filmes eram o que menos interessava no universo todo. O que eu gostava era dos livros, quadrinhos e vidyagaems. A série animada do Tartakovsky dava um pau em todos os 6 filmes até então. Continuar lendo “Análise: Star Wars – The Force Awakens”

Star Wars: O Despertar da Foice (E do Martelo)

Para nota: Esse texto foi escrito em sua maior parte no dia 13/12/2014 e concluído apenas recentemente.

Apesar de sempre trabalhar aqui com textos de cunho especificamente culturais, como as análises de animes, videogames e derivados, eu sempre tive uma inclinação muito forte à política. Não política no sentido de ser um parlamentar ou militar por algum dos lados (eu geralmente deixo esse tipo de discussão e atitude para quem NÃO entende de política), mas por gostar de analisar o tema como um observador mais quieto mesmo. Ver a política como uma ciência, observar todos os pontos de vista, em vez de abraçar um estilo de vida coxa ou petralha. Continuar lendo “Star Wars: O Despertar da Foice (E do Martelo)”

Análise: Sucker Punch

Quando eu era moleque (e não devo ser o único que já ouviu essa história), alguém, alguma vez me falou que, para jogar queimada e desviar das boladas, era só imaginar alguma música na sua cabeça e começar a dançar ritmado que isso ajudava a fugir dos projéteis. Eu não fazia isso porque acho uma ideia meio imbecil – ou talvez fizesse, é um mistério -, mas queria começar esse texto com essa colocação, já que Sucker Punch faz isso, mas de uma maneira mais extrema. Continuar lendo “Análise: Sucker Punch”

Análise: Man of Steel

De cara: Man of Steel é o maior filme de Super-herói do ano. Digo mais, de todos os filmes modernos de super-herói (2000 pra cá), é o melhor também. O primeiro filme de Superman realmente com culhões. Superman com força cósmica mesmo, bordoada a nível Dragon Ball. Um tapa na cara de Superman Returns que mostrava um personagem viadinho que só prestava para ser Stalker. E que vestia uma fantasia de R$1,99. Quem discorda, Haters Gonna Hate. Continuar lendo “Análise: Man of Steel”

PonyExpress – Filme de HxH

 Filme de Hunter X Hunter

Uma fonte ligada à franquia Huntrer X Hunter divulgou através de um site de notícia japonês que está em produção a primeira película em longa-metragem baseada no mangá criado por Yoshihiro Togashi. A série jamais teve qualquer adaptação para o cinema, mesmo com duas séries em anime já produzidas (uma delas ainda em exibição) e seus quatorze anos de publicação do mangá. De acordo com a fonte, o filme retratará um enredo totalmente original. A fonte também informou que Togashi irá realizar o pronunciamento na décima sexta edição deste ano da revista Shounem Jump.

FONTE: http://www.animenewsnetwork.com/news/2012-03-13/mainichi/hunter-x-hunter-manga-gets-1st-anime-film


FUCK YES

Não sei se a informação procede, mas eu rio porque HxH tá realmente indo pra frente agora! Tomara que seja verdade, mas esses boatos aparecem todo santo mês.

Análise: Labirinto: A Magia do Tempo

Há um tempo, quando o Horny Pony ainda estava no início, pediram para que eu escrevesse sobre o filme “Labirinto: A Magia do Tempo”, antagonizado pelo David Bowie. Bom, quem foi que pediu (eu não lembro quem), acabou ganhando. E faço isso como uma mera homenagem a nosso amigo David Robert Jones, que hoje (dia 8) completa 65 anos.

Labirinto, dirigido por Jim Henson e produzido por ninguém menos que George Lucas, é um filme, acima de tudo, com uma premissa infantil. Ele narra a saga de Sarah (Jennifer Connelly), uma garota de quinze anos metida a atriz que entoava em público as linhas de um livro chamado “Labirinto”, até que o relógio badala e ela percebe que perdeu a hora. Quando chega, sobra para Sarah ter que cuidar de seu meio-irmão Toby.

Dando falta de seu ursinho de pelúcia, Sarah segue em direção ao quarto de Toby e lá encontra seu brinquedo. Num acesso de raiva, ela começa novamente a entoar algumas linhas do Labirinto, especificamente uma que deseja que a criança fosse levada pelos duendes. Ela então sai do quarto e o choro da criança que antes lhe incomodava parou de repente. Sarah foi ao quarto conferir e não encontra Toby. Nesse instante, pela janela do quarto, entra uma coruja que se transforma em Jareth (David Bowie), explicando que ele havia levado o menino.

Sarah compreende a burrada que fez e implora por seu irmão de volta. Jareth então propõe que ela resolva seu labirinto em treze horas, caso contrário, Toby pertenceria aos duendes e se tornaria um deles. A menina então sai em direção a um labirinto que eu juraria que, se não fosse um filme infantil, acreditaria que é uma referência aos efeitos do LSD. Aliás, tem inclusive uma cena bem psicodélica em que nela é retratado um baile de máscaras, cujo objetivo é fazer Jareth ganhar tempo – ou fazer Sarah perdê-lo – e então ficar com a criança.

O Castelo de Jareth é bastante peculiar. Digamos que Jareth já brincava de “Inception” antes disso cair no gosto popular. É um complexo de escadaria aleatória que remete à arquitetura bizarra de Escher e a pintura surreal de Salvador Dalí.  Sarah só consegue vencer esse complexo quando ela recita a última linha de “Labirinto”, o livro que estava lendo no começo do filme. A construção começa a ruir e Sarah se encontra novamente em sua casa.

A cena final se resume a Sarah vendo os amigos que ela fez na jornada num espelho se despedindo, até que ela expressa a necessidade deles e os mesmos se materializam no quarto. Aí vem a PARTY HARD e a câmera corta para o lado de fora da casa, com uma coruja observando tudo; então ela voa.

Este filme pode não querer dizer absolutamente nada em seu início e desenvolvimento, mas tudo fica claro na cena do complexo da escadaria psicodélica. A frase final entoada por Sarah afirmava que Jareth não tinha controle sobre ela, implicando no autoconhecimento. Conclui-se que o indivíduo só poderá vencer suas dificuldades quando eles mesmos têm consciência de si mesmos. Cada um é dono do próprio destino.

Outra coisa importante é que o filme alerta ao espectador sobre a existência de coisas que nem sempre são o que parecem. Portas que não são portas, por exemplo. Fadas tinham como o conceito original curar, e não morder (fadas mordentes é um conceito muito pós-moderno). Isso entra na categoria de controle mental. Muito de uma imagem é maquiada pelos meios de comunicação. Vemos aqui outra semelhança com uma obra fantasiosa: O Mágico de Oz, onde o tão temido mago se reduzia a um frágil homem de trás da cortina.

Ao fim, a cena do espelho é a partir de quando sustentaria uma hipótese de que tudo que aconteceu a Sarah não aconteceu de verdade. Ela estaria presa em seu subconsciente, de uma forma similar à Alice no País das Maravilhas. Lembra-se que citei Salvador Dalí. Pois bem, Dalí era um artista Surrealista. Trabalhava com a inventividade da própria mente humana. É por isso que o foco principal é um labirinto em si: um complexo que, ao mesmo tempo em que leva para todos os lugares, não leva a lugar algum. A mente de Sarah era confusa. Ela tinha problemas familiares. Ao fim da viagem, atinge a maturidade. A PARTY HARD do final consistia de personagens amigos e inimigos, assim chegou-se à conclusão que o bem e o mal também são apenas as manifestações de sua própria personalidade que antes entrava em conflito. Uma vez que atinge-se a maturidade, encerraram-se também os conflitos internos. A destruição do psicodélico castelo de Jareth também põe um fim nessa confusão.

Já os amigos que Sarah fez de seu subconsciente imaturo permaneceram. Isso significa que não é preciso jogar fora qualquer coisa que seja considerado imaturo pela sociedade à volta para poder ser considerado maduro. Apenas tenha consciência do que se é de verdade.

Falaremos de Jareth agora. Ainda no surrealismo, encontramos os estudos psicanalíticos de Freud, que colocava o inconsciente composto por três partes: Ego, Id e Superego. O superego é a consciência moral e ética. Id é o estado primitivo do ser-humano, em que se enquadra o comportamento sexual. O ego é a alternância entre essas duas características, assumindo cada uma no momento que lhe for propício. Jareth é a personificação do Id. Enquanto Sarah saía em busca de seu superego, sua maturidade, Jareth agia como antagonista, o id. Válido lembrar que aquele que o representa é David Bowie, um símbolo sexual e da androginia. O próprio labirinto, planejado por Jareth, ostentava diversos obeliscos, símbolo fálico utilizado na antiguidade para representar a virilidade.

Gostaria agora de esclarecer um ponto. Enquanto pesquisava para escrever esta análise – nada pode ser escrito sem prévia pesquisa – encontrei alguns sites implicando que este seria um filme conspiratório. A verdade é que essas interpretações não fazem o mínimo sentido. Os Iluministas – Illuminati é só um nome para fazer parecer mais macabro, misterioso e oculto – foram apenas uma organização de intelectuais burgueses que desencadeariam a revolução francesa e nada mais. Se essa suposta organização existisse ainda hoje, ela, em teoria, seria secreta. E quem quer ser secreto, não ficaria colocando mensagem cifrada que, quando resolvida, exporia toda a verdade para um público que ela mesma tenta manipular em seus filmes. E tem mais, os Iluministas foram dissolvidos pela igreja católica em 1784. Fim da história e do distanciamento do assunto.

Um fato curioso é que nesse filme aparecem apenas cinco personagens interpretados por humanos, todos os outros são marionetes, talvez uma herança dos Muppets, também criado por Jim Henson. Os cenários são fantásticos e ao mesmo tempo, um tanto perturbadores. A trilha sonora, composta em parte por Bowie, pode não ser algo que seja fabulosa ou algo do gênero, mas se adequa bem ao filme, mesmo produzindo hits como a divertida “Magic Dance” e a balada “As The World Falls Down”.

Labirinto: A Magia do Tempo é um filme que ganha minha aprovação. Assim como Alice no País das Maravilhas e O Mágico de Oz, Labirinto é um mundo de problemas lógicos num mundo ilógico (essa frase não foi minha, só para constar) e merece sim ser considerado um clássico, tanto da fantasia moderna quanto cult.


Informações

  • Produção Original
  • Duração:101 Min.
  • Ano:1986
  • Direção:Jim Henson
  • Roteiro:Denis Lee; Jim Hensin
  • Trilha Sonora:David Bowie; Trevor Jones
  • País: Inglaterra; Estados Unidos
  • Gênero: Fantasia
  • Estrelando: Jennifer Connelly; David Bowie.