Não é que chegamos aos dez?

Aqui você vai encontrar um texto que no word rendeu um pouco mais de quatro páginas e não vai ter absolutamente nenhuma imagem para ilustrar a leitura e fazer parecer menor do que é. Esteja avisado.

Em 2011, eu adquiri meu 3DS na intenção de continuar jogando a franquia Pokémon (apenas para ser ludibriado com o lançamento do ano seguinte) e quando joguei Pokémon White, o primeiro game daquela que até hoje é minha geração favorita. Também foi quando a Grasshopper Manufacture pariu Shadows of Damned. Foi um ano em que eu estava viciadíssimo em Prince e em Laranja Mecânica, além de estar alucinado traduzindo Steel Ball Run e Gin no Saji para a Anime Nostalgia — além de desenvolver um processo de tradução para JoJolion que inclusive rendeu alguns releases antes das edições gringas. Naquela época, eu estava completamente frustrado com os caminhos horrorosos tomados por Bleach. Foram lançados 「C」 The Money of Soul and Possibility of Control e Un-Go, que entraram no Hall da Fama dos meus animes favoritos, enquanto eu ainda assistia Guilty Crown com algum interesse, morria de tédio com Fate/Zero e Gosick, frustrava-me com Fullmetal Alchemist Brotherhood: The Sacred Star of Milos e criava asco por Freezing. Em 2011, eu me formei no ensino médio. Em 2011 nasceu o Horny Pony.    

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A Arquitetura da Destruição de Shingeki no Kyojin

Richard Wagner é um compositor alemão nascido em 1813. Sua Magnum Opus, O Anel do Nibelungo, tornou-se um pilar da identidade alemã da segunda metade do século XIX até o fim da primeira metade do século XX, uma vez que ele representa o espírito nacionalista daquela nação que havia acabado de passar por seu processo de unificação. Embora Wagner tenha falecido em 1883, sua obra como um todo pavimentou o sentimento ariano de pureza fascista e antissemita ao enaltecer, através de suas composições elaboradas e impactantes, a glória da raça germânica. Seu trabalho contribuiu com a formação e organização do nazismo (vide o motivo de Wagner ser costumeiramente chamado de proto-nazista) e, posteriormente, tornou-se um de seus símbolos, uma epítome de esperança para aquele povo que se sentia humilhado após a derrota acachapante na primeira guerra mundial e queria se reerguer.

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O Mecha é a Massagem

Apesar de não ser muito chegado especificamente em Gundam, que é a principal religião desse gênero, eu realmente me amarro em robôs gigantes. Respeito e admiro demais também o conhecimento dos fãs de Gundam sobre a franquia, é realmente um universo quase diferente de todo o meio Otaku em relação aos quais eles são normalmente atribuídos.

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Anacronismo, Datação e Vanguardismo: animes e mangás em suas épocas

Escrevi em setembro de 2019, ficou no limbo por preguiça de fazer a imagem de capa. Além disso, tem textos e pessoas que, com certeza, discorrem sobre o assunto muito mais profundidade e de uma maneira melhor do que eu. Só escrevi isso durante o ócio e pelo didatismo rápido que a internet exige, já que a maioria dessas outras abordagens que citei  são, em sua maioria, textões que podem incitar a preguiça no público comum — o que na verdade é o correto a se fazer, se tratando, afinal, de um assunto tão amplo e complexo.

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Jogos bons são atemporais — e Final Fantasy VII, não.

Quer a minha mais singela opinião? Final Fantasy VII é o jogo mais superestimado na história. Por mais que na época ele tenha sido revolucionário ao trazer uma história mediana contada através de horas e mais horas de filminhos pré-renderizados, é notável como tudo nele envelheceu com uma força absurda, do gameplay ao apelo estético. Na prática, ele é um exemplo clássico de um produto que impressiona mais pela novidade do que por sua qualidade. Fruto do hype em uma época em que pouco se analisava tal sentimento como um fenômeno da indústria.

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Extra! Extra! Joguinhos ficarão baratos e os problemas do Brasil acabaram!

O Brasil tem uma mania muito interessante de querer envolver o governo em absolutamente qualquer banalidade possível — apesar de ser cada vez mais presente o clamor popular por um Estado de menor intervenção no cotidiano do cidadão. Pois bem, nossa história de hoje, como muitas outras da contemporaneidade política brasileira, começa no Twitter:

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Os Live Action ocidentais e a desvalorização da animação

Ou: Como os Live Action são conceitualmente errados e os reclamões a respeito deles conseguem estar mais errados ainda.

Um bom naco desse texto eu já tinha concebido anteriormente em outra versão, quando o longínquo e flopado Live Action da parte 4 de JoJo foi anunciado nos idos de 2016. Na época eu não levei muito a sério, mas depois eu vi que era para valer, com elenco e diretor confirmados. Naquele momento eu já torci o nariz. Não é por JoJo ou por ser a parte quatro, que eu considero uma merda, mas pelo conceito de Live Action em si. Continuar lendo “Os Live Action ocidentais e a desvalorização da animação”

Fansubbers: Heróis da Revolução Otaku

Título alternativo: Crunchyroll Vs. Fansubs — acabou a mamata!

Eu vou falar sobre esse assunto porque texto dando opinião infundada é mais fácil de fazer do que minhas análises longas de várias páginas que exigem estudo prévio durante sua confecção, mas que ninguém lê. Enfim, eu parto primeiramente da seguinte lógica: pau no cu da Crunchyroll, mas um pau ainda maior dos supostos fansubs que alegam ter sido virtualmente derrubados pelo serviço. Continuar lendo “Fansubbers: Heróis da Revolução Otaku”